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2008/09 Portuguese League - Liga Sagres
Round 24

Saturday, 11 April 2009
Estádio José de Alvalade, Lisbon - 19,327 att.
Ref: Rui Costa (AF Porto)


SPORTING 2-0 Naval 1o Maio
(Pereirinha 13', Liedson 27', 90'+4'; Marcelinho 16']


SPORTING
Rui Patrício (6)
Pedro Silva (6) - Daniel Carriço (6) - Polga (6) - Caneira (5)
Miguel Veloso (5)
Pereirinha (7)
[Adrien (3) 85'] - João Moutinho (6)
Romagnoli (4)
[Izmailov (6) 62']
Liedson (8) - Derlei (7)

Subs not used: Tiago, Abel, Tonel, Rodrigo Tiuí and Hélder Postiga.
Coach: Paulo Bento

***

Naval 1o Maio
Peiser (4)
Carlitos (6) - Paulão (4) - Diego Ângelo (5) - Daniel Cruz (6)
Lazaroni (5) - Godemèche (6) [Gilmar (4) 65']
Davide (6) - Baradji (4) [Alex Hauw (3) 65'] - Marinho (6) [Camora (1) 79']
Marcelinho (6)

Subs not used: Jorge Baptista, Fabrício Lopes, Michel Simplício and Tiago Freitas.
Coach: Ulisses Morais

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Booked:
Godemèche (AN1M 26'), Daniel Carriço (SCP 49'), Polga (SCP 68'), Marinho (AN1M 74').
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Player ratings (1 to 10) by O Jogo

***

Ele finta, recupera, organiza e resolve
by João Sanches in O Jogo, 12.04.2008

Preferindo controlar do que dar espectáculo, o Sporting cumpriu a obrigação de somar o sétimo triunfo sobre a Naval em oito confrontos no consulado de Paulo Bento e, à 24ª jornada - ou apenas à 24ª jornada… -, atingiu a quarta vitória consecutiva na Liga Sagres, facto que traduz a sua melhor série neste campeonato. Mas espectacular, espectacular num fim de tarde dominado pelo bocejo… só mesmo Liedson: ele finta, recupera, organiza e resolve! Tudo somado foi mais do que suficiente para esburacar a organização defensiva do conjunto figueirense, que, apesar de ter esboçado dois ameaços no início, aos 13' já perdia - e só recuperou para estorvar o Sporting porque foi competente na forma como aproveitou uma oferta pascal de Miguel Veloso, que por conta dessa benesse entrou num inesperado duelo com a… plateia. Ouviu das boas, mas suportou a adversidade e, aos poucos, foi-se libertando da cruz.

A ineficácia de Veloso (16') atrapalhou os planos de uma equipa que era - e continua a ser - a menos batida no campeonato, mas o problema depressa foi desfeito por Liedson, a carta mágica do baralho de Paulo Bento. Depois de, com raça, ter oferecido o golo inaugural a Pereirinha, o goleador de Alvalade surgiu de forma surpreendente no andamento de um livre directo para, ao segundo remate do Sporting à baliza, atirar outra vez a equipa para a frente no marcador (27').

O entusiasmo decresceu até ao intervalo, porque o Sporting insistiu numa circulação de bola pausada - fixou o tempo de posse em 57% -, alargando o losango, empurrando Pereirinha e Moutinho para cima das laterais, com o intuito de multiplicar espaços para a progressão com bola, se bem que Romagnoli, o dez de serviço, esteve pouco quente com e sem bola.

Os minutos de abertura da segunda parte trouxeram mais do mesmo. E a Naval, em desvantagem, contribuiu para a frouxidão, pois usou e abusou da paciência, remetendo-se a um estilo passivo, contemplativo, para não desarrumar o 4x3x3. A estratégia parecia ser aguentar a diferença mínima e guardar acções de risco, já com Gilmar, Hauw e depois Camora em campo, para o derradeiro quarto de hora. Só deu para fazer cócegas.

Quem não contemporizou do outro lado foi Liedson: ao quarto minuto do tempo de compensação, na recarga a um tiro de Izmailov, fez o seu segundo golo… no quarto remate do Sporting à baliza. Neste capítulo, Paulo Bento pode orgulhar-se da eficácia e, claro, louvar um matador que, a nível da gestão física, vai tratando com pinças. Percebe-se porquê, tal como se percebe a vontade da SAD de lhe prolongar o contrato: o 31 vai rendendo golos a um Sporting que continua a sonhar com o título e tem agora maior avanço - quatro pontos - sobre o Benfica…

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A Estrela

:star:LIEDSON:star:
Camisola 31 com mais um alvo na lista negra

Com mais uma exibição de elevado quilate, não tanto pelo caudal de perigo que fez jorrar junto à baliza de Peiser, mas pela capacidade de tornar fácil uma missão que poderia complicar-se, Liedson voltou a exibir a raça, garra e empenho que se lhe reconhecem, apimentando a sua actuação com uma assistência primorosa para o golo inaugural, na sequência de uma jogada de insistência, já depois de ter deixado Derlei na cara do golo. O camisola 31 não se deu por satisfeito e tratou de desfazer a igualdade com um cabeceamento irrepreensível e, no último segundo, estava no sítio certo, como é seu apanágio, para fechar a contagem. E, em seis épocas, a Naval experimentou o rugido de Liedson em seis ocasiões...


 
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