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SÃO PAULO - "O esportista real é aquele que sabe ganhar. E poucos sabem fazer isso como o Parreira!". A frase dita por Juca Kfouri pode parecer simples em seu início. Mas ao referir-se ao técnico tetracampeão do mundo, e em se tratando de Copa do Mundo, ganha uma importância fundamental.

Foi pensando nesta tese e na expectativa que o torcedor vive a exatas duas semanas do início da competição mais importante do mundo, que o iG promoveu uma mesa-redonda interativa com o técnico Carlos Alberto Parreira e o colunista do Lance!, na tarde desta sexta-feira, em São Paulo.

Com um currículo extenso e com o mérito de ser o técnico que deu ao Brasil sua última grande conquista no cenário do futebol internacional, Parreira falou sobre as suas expectativas sobre a seleção brasileira nesta Copa do Mundo. E sobre isso, não hesitou em dizer: "o Brasil é o eterno favorito. Temos jogadores melhores do que ninguém, sendo que o Ronaldo, embora ainda sem estar em suas melhores condições, é a nossa maior esperança neste momento".

Embora estes tenham sido os pontos principais da mesa-redonda, os assuntos abordados foram os mais diversos. Desde os palpites de Parreira para o Mundial, citando a França como a grande favorita, o debate se estendeu até a sua opinião sobre a "Família Scolari". Embora não tenha entrado no mérito da questão, o técnico tetracampeão do mundo fez as suas ressalvas em relação ao grupo brasileiro.

"Não cito nomes em respeito ao Felipão. Mas sem dúvida que eu faria uma relação de jogadores diferente desta. Levaria, talvez, um jogador de ligação e habilidade para o meio-campo", frisou o Parreira. Para o treinador, um componente será essencial para que o Brasil volte do Oriente com o penta: união.

"A grande vantagem do grupo que venceu em 94 é que eles já tinham passado pelo dissabor de ter perdido uma Copa anteriormente (90), eles eram mais experientes neste sentido. Portanto, como muito dos jogadores estão disputando o seu primeiro mundial, será preciso que os atletas tenham muita união entre eles. Este será o grande desafio do Brasil para buscar o pentacampeonato".

O assunto Romário, claro, também foi pauta na mesa-redonda. Se esquivando de qualquer comentário de que levaria o Baixinho no lugar de Felipão, Parreira preferiu frisar que, com ele, o atacante nunca deu problema. Pelo contrário.

"O Romário sempre esteve comigo em seleções. E ele nunca deu problema. Pelo contrário, os jogadores gostam dele, ele participa das rodas de samba e tem sempre um ambiente muito bom no grupo. No entanto, ao ser perguntado se deixaria de levar algum jogador em função de algum problema pessoal, Parreira já foi mais claro:"você tem que convocar os melhores, independentemente de algum fator pessoal".

No embalo do assunto, Parreira ainda fez questão de frisar que não deixaria Rivaldo de fora do grupo do Brasil, mesmo com as suspeitas de que ele não estaria em suas melhores condições físicas para disputar o Mundial. ""Vale a pena investir nele. O exemplo do Tostão, em 70, ilustra bem a questão, já que neste Mundial todos pensavam que ele não tinham capacidade, com seu olhão vermelho (Tostão tinha um deslocamento da retina) e ele foi o que foi nesta Copa".

O técnico ainda deu uma aula tática, explicando as diferenças e as aplicações dos esquemas na seleção. Embora tenha citado as diferenças entre o 3-5-2 (mais usado na Europa, embora tenha sido adotado por Felipão para o Brasil) e o 4-4-2 (mais usado por aqui), para ele, quando isso é aplicado ao grupo não faz tanta diferença.

"Lógico que o Brasil, pela sua tradição no futebol, sempre tendeu a usar mais o 4-4-2 pelas suas características ofensivas. Mas isso não impede que o 3-5-2 seja usado também, como o Felipão vem fazendo. Portanto, para mim, esquema bom é um só: o que ganha!".

Parreira ainda citou diversos fatores que são essenciais ou prejudiciais ao Brasil na Copa, como a pressão da imprensa. No final, quem saiu ganhando mesmo foi o internauta (20 contemplados pela promoção "Por que o Brasil merece o Penta?") e os presentes a mesa-redonda que tiveram uma aula com que entende mais do que ninguém quando o assunto é Copa do Mundo.
 
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