Xtratime Community banner

1 - 20 of 53 Posts

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #1
Ever hear people talking about how futbol is a barbaric thing, stupid ?
Well, those people are alone in the world. At least here in Brazil (and in the mind of Passolini that once called Pele the greatest artist of the last century)...The whole Modernist movement, rather powerful, unique and interesting that happened in the 20's, 30's and 40's used to walk side by side with footbal. With rare expections of Graciliano Ramos and Lima Barreto (this one actually a pre-modernist, but who cares) who seemed to wage a war against footbal because other reasons such nacionalism or racial prejudice the best minds of our country have talked about footbal. Another pre-modernist (here I am again), the Great Monteiro Lobato (even if you only know Sitio do Pica-pau amarelo, it is enough to call him great) said in 1906 that Footbal would transform us and was the only possibility for us to once be the best in the world :thmbup: (See, He is THAT great).
Well, enough with my pseudo-intelectual non-sense...
Lets post here texts about footbal, not ours but from others who are great wihtout doubt. Lets enjoy.
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #2
The First I will post will be from 1949-1951 book, Poesia e Vida, from José Lins do Rego. Fanatical supporter of Flamengo, he became a great artist when meet the great Gilberto Freyre. In Recife he joined with powers like Graciliano Ramos and Rachel de Queiroz to the called group of "Modernists of Recife". This group later moved to Sao paulo and Rio, and there he became an influencial supporter of Flamengo.
His works about the northwest of brazil such as "Riacho Doce" have huge popular influence. He died in 1957.

(everyone, please, excuse me. But The text is in portuguese. My english is too poor and I have no capacity to translante it and make it worth of the author. Anyone is welcome to try and post a translation. It is worth.)

Fôlego e Classe:

Muita gente me pergunta: mas o que vai você fazer no futebol ? Diverti-me, digo a uns. Viver, digo a outros. E sofrer, diriam os meus correligionários flamengos. Na verdade uma partida de futebol é mais alguma coisa que um bater de bola, que uma disputa de pontapés. Os espanhóis fizeram de suas touradas espécie de retrato psicológico de um povo. Ligaram-se com tanta alma, com tanto corpo aos espetáculos selvagem que com eles explicam mais a Espanha que com livros e livros de sociólogos. Os que falam de barbarismo em relação às matanças de touros são os mesmos que falam de estupidez em relação a uma partida de futebol. E então generalizam: É o momento da falta de espírito admirar-se o que homens fazem com os pés. Ironizam os que vão passar duas horas vendo as bicicletas de um Leônidas, as “tiradas” de um Domingos. Para esta gente tudo isso não passa de uma degradação. No entanto há uma grandeza no futebol que escapa aos requintados. Não é ele só o espetáculo que nos absorve, que nos embriaga, que nos arrasa, muitas vezes, os nervos. Há na batalha dos vinte e dois homens em campo uma verdadeira exibição da diversidade da natureza humana submetida a um comando, ao desejo de vitória. Os que estão de fora gritando, vociferando, uivando de ódio e de alegria, não percebem que os heróis estão dando mais alguma coisa que pontapés, cargas de corpos; estão usando a cabeça, o cérebro, a inteligência. Para que eles vençam se faz preciso um domínio completo de todos os impulsos que o homem que é lobo seja menos lobo, que os instintos devoradores se mantenham em mordaça. Um preto que mal sabe assinar a súmula, que quase que não é gente, assume uma dignidade de mestre na posição que defende, dominando os nervos e músculos com uma precisão assombrosa. Vemo-lo correr de um lado para o outro, saber colocar-se com tal elegância, agir com tamanha eficiência que nos arrebata. Vi Fausto, aquele que o povo chamava de “Maravilha Negra”, dentro de um campo, com trinta mil pessoas, com os olhos em cima dele, vencendo adversários, distribuindo “passes” com o domínio de um mágico. Era um rei no centro do gramado, dando-nos a impressão que tudo corria para os seus pés e para a sua cabeça. Ouvi, outro dia, torcedor, homem do povo, dizendo: “Ah! Como o finado Fausto não aparece outro. Aquele comia a bola!”. Aí está bem a imagem verdadeira, a imagem que diz tudo. Comer a bola. É como se a bola fosse só dele, uma comida de seus pés de maravilha. O que havia em Fausto é o que há em Brailowsky; é a perfeição da virtuosidade, é gênio do artista que venceu as dificuldades com mais alguma coisa que o exercício. Fausto não era só o homem feito pelo treino, era o dono de uma fabulosa força nativa. O que dá a Brailowsky a sabedoria não é o cuidado com a sua preparação, é o seu poder de ser da música como um instrumento feito de carne e nervos. Um Fasto não se faz, nasce, projeta-se como obra de Deus. Domingos é outro que é mestre desde os 19 anos de idade. Quando apareceu em Bangu vinha para ser o maior de todos os tempos, uma natureza de homem frio que trabalha como cirurgião. Não há na natureza dele o brilho, a cor. É um mestre do claro-escuro. Domingos é dos que gostam de machucar os nervos das multidões. Às vezes, ele brinca com fogo, arrasta o ser arco a perigos iminentes. E lento como se quisesse matar os fãs do coração, ele faz as suas “tiradas” que são verdadeiros golpes de vida ou morte. Domínio de nervos e de músculos que nos deixa orgulhoso da espécie humana. Mas, mais do que os homens lutam no gramado, há o espetáculo dos que trepam nas arquibancadas, dos que se apinham nas gerais, dos que se acomodam nas cadeiras de pistas. Nunca vi tanta semelhança entre tanta gente. Todos os setenta mil espectadores que enchem um “Fla-Flu” se parecem, sofrem as mesmas reações, jogam os mesmos insultos, dão os mesmos gritos. Fico no meio de todos e os sinto como irmãos, nas vitórias e nas derrotas. As conversas que escuto, as brigas que assisto, os ditos, as graças, os doestos que largam são como se saíssem de homens e mulheres da mesma classe. Neste sentido o futebol é como o carnaval, um agente de confraternidade. Liga os homens no amor e no ódio. Faz que eles gritem as mesmas palavras, e admirem e exaltem os mesmos heróis. Quando me jogo numa arquibancada, nos apertões de um estádio cheio, ponho-me a observar, a ver, a escutar. E vejo e escuto muita coisa viva, vejo e escuto o povo em plena criação. Outro dia acabava de ler um artigo de Augusto Frederico Schmidt sobre clássicos e modernos. Jogava o Flamengo com o Fluminense. Era uma partida que os jornais chamavam de clássica. Então ouvi dois pretos na conversa : “é o que lhe digo, esta história de futebol ensinando demais dá em ‘lero-lero’. No meu tempo futebol se jogava no campo. E a gente via um Candiota, um Néri, um Mimi Sodré e fazia gosto. Agora não. O jogador entra em campo com o jogo mandado. E dá nisso, neste ‘lero-lero’.”
Ao o outro negro falou: “Qual nada. Isto é classe”. “Que classe, que coisa nenhuma. São uns mascarados”, foi dizendo o primeiro. “De que serve a classe se eles não têm fôlego?”
Ouviu-se um grito tremendo de todo o estádio. Era Domingos que fazia uma tirada como um toureiro que matasse um touro bravo.
“Este tem classes”, disse o primeiro negro.
“É mas tem fôlego também”, disse o segundo negro.
E aí estava todo o problema que eu e o poeta Schmidt debatíamos: Fôlego e Classe.
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #3
Here is another text from Jose Lins do Rego. Now dealing with a favorite theme of mine, our national identidy and footbal. The text is after the 1950 world cup.

O Caráter do Brasileiro

A Copa do Mundo, que se acabou tão melancolicamente, deu-me uma experiência amarga, capaz de completar minhas observações sobre o caráter do nosso povo.
Vimos, no Estádio do Maracanã, uma multidão como raramente se tem aglomerado, em manifestações coletivas, no Brasil. Vimos duzentas mil pessoas comprimidas numa praça de esportes, nas reações mais diversas, ora na gritaria das ovações, no barulho das vaias ou no angustioso silencia da expectativa de um fracasso.
Ali estava todo o povo brasileiro, numa média de homens e mulheres de todas as classes sócias. Não era o Brasil de um grupo, de uma região, de uma classe. Não. Era o Brasil em corpo inteiro.
Para o observador social, para os que têm poder de revelar o que há de particular nos povos, o campo era o mais propício. Mas para mim as observações começaram antes dos jogos sensacionais. Tive a oportunidade, como dirigente, de travar conhecimento, mais íntimo, com os que procuravam acomodações, com os que tinham parcela de mando, com os que se sentiam com o direito de crítica, e mais ainda, com a lama das sarjetas, que queria passar pela água mais lustral deste mundo.
E me perguntará o leito: Que impressão deixou o brasileiro ? Boa ou má ?
Eu diria, sem medo de cair no exagero: uma boa impressão. Senti que havia povo na Nação – nova gente com capacidade de se congregar para uma causa, para uma obra, para os sofrimentos de um fracasso. Fizemos um estádio ciclópico, em menos de dois anos; organizamos um campeonato mundial, o de mais ordem até hoje realizado; formamos uma equipe quase perfeita de futebol. E, quando o título nos fugiu das mãos, soubemos perder, dando aos turbulentos sul-americanos uma lição de ética esportiva.
Aí está o lado positivo e bom do caráter brasileiro. Mas há os outros lados. Há os nossos defeitos, as nossas fraquezas, as nossas deficiências.
Sim, há o brasileiro que é um adorador da vitória, o homem que não admite o fracasso. Vencesse magnificamente a nossa equipe e tudo estaria no ápice. Subia-se a montanha de um fôlego só. Nada havia melhor do que o Brasil. Seríamos, no mínimo, os maiores do mundo. Mas se, numa luta de igual para igual, perdeu-se o batalha, como aconteceu na última partida, então não seremos mais os maiores do mundo, passaremos a ser os piores. Cospe-se na cara dos heróis que, três dias antes, tinha-se carregados aos ombros.
Em todo caso, passado este insulto de abissinismo, voltamos ao espírito da justiça e chegamos a reconhecer a fraqueza que cometemos. Não persiste o brasileiro no erro e fica à espera de outra vitória para adorar.
 

·
Registered
Joined
·
219 Posts
This is a really interesting topic – and off the top of my head, I think football has been used also as a point of reference both in the Dadaismus of the Weimar Republik and in French Existentialism. I’ll have to do a bit of detective work. In the meanwhile, here’s something by Jean Giraudoux, the French dramatist of the first half of the twentieth century:

King of Sports, King of Games

In our universe, where every nation has become nationalist and looks down from the ramparts of tariffs or hate – as watertight in their way as the walls of China – there are only two organisations international by nature; that of wars, and that of games. They hold sway over the same citizens, over the youth of the world; war, meanwhile, maintaining a preference for males. One of them dresses people up in the least visible of uniforms, the other in blazing colours; one armours them, the other strips them, but – through the workings of a parallel process not to be denied – it happens that each country now possesses an army or a militia whose strength precisely equals that of the army mobilised by the most widely diffused sport of all, football.

For, still more than the king of sports, football is the king of games. All the great games of man are games with a ball, be they tennis, “chistera”*, or billiards. In our life, the ball is that thing which most easily escapes from the laws of life. This is its most useful quality. It has, on earth, the extra-territorial quality of some force which has not been fully tamed. It is in no way related to the concept of the animal being, which is that of constriction, and, like a satellite of the globe whose law it obeys without zest and with flashing defiance, it has the virtue of being nothing down here but a ball. Football owes its universiality to the fact that it can give the ball its maximum effect. The football team is the “chistera” wall suddenly become intelligent, the billiard cloth suddenly endowed with genius. Beyond its own principle, that of resilience, of independence, the team imparts to the ball the motor of eleven shrewd minds and eleven imaginations. If the hands have been barred from the game, it is because their intrusion would make the ball no longer a ball, the player no longer a player. The hands are cheats, they have been given exclusively to two cheating animals, to man and the monkey. The ball will not permit any cheating, but only effects that are sublime…

*I hope someone can confirm that “chistera” is the old Basque game in which the ball thrown against a wall and a basket is used.
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #5
Well, welcome here and thanks for the contribution Puskas (everyone is welcome to). That I may add, Chico Buarque, a great musician and poet from Brazil last year released his third romance (but to not be tricked, this man have more than 40 years of carrer, not to mention his more than notable family) called Budapeste. It tells the story of a brazilian who moves to Hungary and lives there. The reason ? Chico is making a homage to the 1954 Hungary, not only by having the action there but also using names and references to the players of that team. I did not read it - i am far more atracted to reading his lyrics - and I really have no idea if it was released outside here, but it may be interesting to anyone to keep in memory.
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #6
Now the text is from "THE Poet", Carlos Drummond de Andrade. Born in Itabira, Minas Gerais, he was a member of a later generation of modernism that was born here in Minas Gerais and included another great name: Guimarães Rosa. Drummond is a modernist that found no joy in limits, his themes and visions are universal. His poesy was like the wind, lighty and gentle, but always leaving the feeling that it was gone and we lost something in the process. This text is from 1982 (and could be from 74, 78, 86, 98...Here is Drummond who lives forever:


Eu vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia suicida no Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês de classe média alta e o surdo clamor dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava como torcedor número um do país para viver seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmulas e símbolos diversos do esperado e exigindo título de campeão do mundo pela quarta vez, e já agora destinados a ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros dos edifícios, removendo destroços da esperança; vi tanta coisa, sentia tanta coisa nas almas...
Certamente fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo e exigir da sorte um resultado infalível ? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos ?
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #7
Joao Cabral de Melo Neto is a another modernist, from the same generation as Jose Lins do Rego and with very similar area of working. He was born in Recife, in 1920. His most famous work is "Morte e Vida Severina" , a long poem (here called Auto) with origem in the oral poetry from the people of northwest.
Here he shows a little work to praise the great "Divine", Ademir da Guia:

Ademir da Guia

Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.

Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o

Ritmo morno, de andar na areia,
de água doente de alagados,
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário.
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
Not exactly a text, just a sentence from Albert Camus: "Everything I know about morality and the obligations of men, I owe it to football."
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #9
Indeed, Camus was a goalkeeper. He was one of Nobel prize winners that played soccer, for the Algerian team.
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
I don't think he ever went as far as playing for the algerian team, if for no other reason than that at the time there was no independent Algeria. But yeah, it was while he lived in Algeria.

George Orwell also had a famous one, borrowing from an even more famous von Clausewitz's quote: "International football is the continuation of war by other means".
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #11
If I am not mistaken, before the independence, algerian players played for Algeria in the hope to create sympathy to the independece in several friendlies. Perhaps it was that where I saw this reference to him or perhaps he played and was some of those non-official games...
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
Well, by the time he might have been playing football it would be the 30s and I doubt that such team would exist by then. I can imagine it if it would have been a team of the french colonists though. Anyway, that's just nitpicking.
I once read that Jorge Luis Borges was giving a conference and only half a dozen people turned out. The reason: Argentina was playing the 1978 world cup final in the same day. I read this a long time ago and it included some Borges comment about football, but I can't remember. Do you know about it?
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
Btw, there is a portuguese book called "Os guarda-redes morrem aos domingos" by José do Carmo Francisco, which is about 11 stories related to football and written in homage to a similar book by the brazilian Edilberto Coutinho, "Maracanã, Adeus" if I'm not mistaken. Unfortunately, I still haven't read it.
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
This one's for you JCamilo: ;)

Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas-de-pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São vôos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
- afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.

Drummond de Andrade
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #15
Yeah, I was thinking exactly of such squads, non-official.
As for Borges, I would love to see it. So far I saw a casual comment about how bad he was and that allowed him to be free to develop his literature knowledge. Seems like he was not much positive, but I can not say. Where is Fangio now ?
 

·
Honourable Mention, October 2011 Photo Contest
Joined
·
18,041 Posts
Yeah, I was thinking exactly of such squads, non-official.
As for Borges, I would love to see it. So far I saw a casual comment about how bad he was and that allowed him to be free to develop his literature knowledge. Seems like he was not much positive, but I can not say. Where is Fangio now ?
He just hated the game....anywya I have some funny short stories on football from Fontanarrosa, but in Spanish...
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
Yeah, my impression is also that he hated football. Something that I'm more than willing to forget him, he's my favourite writer. :)
I'm just a tourist in this forum, but I'm sure no one would mind if you post them in spanish Fangio. At least I'd like to read it. What about the intelectual footballer himself, Jorge Valdano? What has he published about football?
 

·
Administrator
Joined
·
30,826 Posts
Discussion Starter #18
Which is funny in some way, his generations here in Brazil are great responsables for the game's popularity...(Two great writers here hated it with passion, Graciliano Ramos and Lima Barreto. Graciliano had problems with the elite aspect of the early days, the foregein aspect of the game and Lima was against the racism)...
And ,since you suggested a similar topic to me, you are free to bring stuff in spanish, Fangio.
 

·
Registered
Joined
·
438 Posts
It also has a lot to do with the object of the writer. I mean, Borges' universe doesn't really get much to do with football, while other authors will easily incorporate a game with such social influence as football in their creations. Of course, you might as well say that every literature is autobiographic and reverse the cause-effect relation.
 

·
Honourable Mention, October 2011 Photo Contest
Joined
·
18,041 Posts
He had an snob attitude toward the game, but not short of truth in his attacks many times, the thing is that happens the same to me like you MC, so I tend to ignore that part, jejeje; one of my other fauvorite ones, Bioy Casares, was a very active and an sportman, but more related to tennis, after all Bioy was the ultimte Dandy sos just goes with him.
J, nobody will get them in spanish in the brazie forum...I once began to translate a Dolina short funny story/essay about football, but I can't find it, I was at least at half, and lazy to ended.
Anyway, I'm going to make it in the Argie forum cause I promise that since long, and didn't kept my word, which by the way lead to this: why on hell you ALL don't give any opinion bastards in the argie forum??? I mean by you: G, Lit, Brasileriro, Ze appears from time to time, everyone, I like a lot to chat with you garotos, but you show your asses in the argie forum every time Bastin says England suck big time...in short words never, you are welcome you now? jejejeje I was thinking of this yesterday..I'm not much ocuppied as you may see lately, je...
 
1 - 20 of 53 Posts
Top