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Running a lax ship
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...and some more info about 30 years ago.....

On this day 30 years ago, the world was privileged to be able to watch Brazil’s finest claim the Jules Rimet trophy for the third time - and this time for keeps. Some of the world’s best were on hand, players like Pele, Tostao, Gerson, Rivelino, Jairzinho and Co., thrashed Italy 4 - 1 in the Aztec Stadium

But victory in the final was just the finishing touch to an impeccable campaign: six games and six wins. The story began with the game against Czechoslovakia, when Brazil came from one down in the first half to win 4 - 1, with goals from Jairzinho (2), Pele and Rivelino.

In the second, and possibly the most difficult game against England, a brilliant play by Tostao and Pele gave Jairzinho, the whirlwind of the Cup, the chance to score the deciding goal beating the wall in front of Gordan Banks who had previously pulled off an amazing save from a Pele header.

Through to the second round, Brazil breezed through the rest of the competition – and missing two key players – Gerson and Rivelino – beating Rumania 3 - 2, with goals from Pele (2) and Jairzinho.

The first second round match was one that Brazil would have preferred to have played in the final, for obvious sentimental reasons. Their opponents were Peru coached by former Brazilian star Didi, the same Didi that 12 years previously had guaranteed Brazil’s classification with one of his famous “Dry Leaf” goals (a floater), against - yes you’ve guessed it - Peru, by 1 - 0 in Maracana, and later went on to win the first World Cup for Brazil.

So there was Didi, in the Peruvian dugout, driving on an extremely talented team, with Cubillas, Sotil, Gallardo and other such stars. But Brazil had no time for sentiment and cruised to victory 4 - 2, with goals from Tostao (2), Rivelino and (as always) Jairzinho.

Brazil met Uruguay in the semis. Of course fans were afraid that the 1950 defeat in the World Cup final would be repeated, particularly considering that Cubilla was still around. It was indeed he that opened the scoring leaving 90 million spectators in suspense. But this was still in the first half. Clodoaldo equalized to begin yet another famous turnaround, which was sealed with goals from Jairzinho and Rivelino in the second half for a 3 - 1 lead.

Brazil was once again in the final and this time against Italy, who had defeated a powerful German side led by Beckenbauer in a dramatic semifinal, decided only in extra time. Brazil had to face players like Giani Rivera, Sandrino Mazzola, Bonisegna and a winning tradition (Italy had already won the World Cup twice at this point in time).

But, to their credit, Brazil had also won the World Cup twice and were hungry for the third. Pele opened the scoring and Bonisegna equalized in a rare lapse in the Brazilian defense. Goals came naturally after this moment of indecision. Gerson scored his only goal in the competition. Jairzinho got the third, to become the only player to score in every game in a World Cup, and Carlos Alberto Torres, the team Captain, scored the fourth to seal a 4 - 1 victory and another carnival in Brazil, the land of football!

Coach Zagallo’s winning line up was as follows: Keepers – Felix, Leao and Ado; Right wingers – Carlos Alberto Torres and Ze Maria; Backs – Brito, Baldocchi, Piazza, Fontana, Joel Camargo; Left wingers – Everaldo and Marco Antonio Feliciano; Midfielders – Clodoaldo, Gerson, Rivelino, Paulo Cesar Lima; Strikers – Jairzinho, Dario, Tostao, Edu, Pele, Roberto Miranda.

On the technical side, trainers Carlos Alberto Parreira, Claudio Coutinho, Cleber Camerino, Raul Carlesso, the team doctor Lidio Toledo and masseur Nocaute Jack. All of whom were led by Antonio do Passo.
It is also important not to forget that the great physical condition that the team was in was due in part to Coronel Lamartine, a specialist in altitude training.
 

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a little portuguese text!

GERAÇÃO 70, ANO XXX

Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e
Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão...(o Onze absoluto).

Ado e Leão; Zé Maria, Baldochi, Fontana e Marco Antonio; Joel Camargo e
Paulo César; Roberto, Dario e Edu...(para o que desse e viesse)

Lula, Moreira, Djalma Dias, Roberto Dias e Rildo; Zé Carlos e Dirceu Lopes;
Rogério, Paulo Borges, Babá e Eduardo (e tantos outros no caminho antes
do México).

Quando se tem 10 anos de idade e se vê um time como aquele jogar, fica
difícil não se confirmar como um apaixonado pelo futebol, algo que eu
seguramente já era após aquela previsível derrota do Corinthians para o
Noroeste de Bauru, 4 anos antes em pleno Parque São Jorge. Nesta
semana a Seleção Brasileira de 1970, a primeira tricampeã do mundo,
completou seus 30 anos sem homenagens oficiais, mas por que
precisaria?? O que significa hoje "CBF" diante destes nomes todos? Nada,
um zero rotundo a tentar carona na glória futibeira. O importante é o
principal: este é um esquadrão histórico do esporte que marca o século.

Mais que um time, uma geração histórica. A equipe tricampeã dos anos 70
fechava o ciclo de ouro do futebol brasileiro, iniciado em 1958 através de
Gilmar (que se recupere logo!), Bellini, Garrincha, do supremo mestre Didi,
de Vavá e seus brilhantes companheiros. Pelé abriu, Pelé fechou o ciclo.
Tempos em que os jogadores da seleção jogavam no Brasil e sabia-se de
fato o quanto jogavam. Tempos de identidade. Eles vestiam a camisa do
Fluminense, Santos, Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, Grêmio, Corinthians,
Palmeiras, Portuguesa, Atlético Mineiro, e de nossos tantos grandes
clubes.

Do onze titular, nada menos que cinco jogadores haviam estado no
desastre de 1966: Brito, Gérson, Jairzinho, Pelé e Tostão. Ainda havia
Edu, que seguira menino para a Copa anterior mas não jogara. Em 1970,
Pelé confirmou a máxima grandeza, Tostão confirmou ser o supremo
craque a construir nossos gols decisivos, Jair jogou como nunca antes ou
depois, Brito rebateu o que podia e não podia. E Gérson foi o grande
maestro, a batuta no formato de pé canhoto.

Duas outras estrelas se juntaram definitivamente a eles pouco antes da
Copa: Rivellino, ainda na época o "Reizinho do Parque", e o clássico
centro-médio Clodoaldo, que estreara na seleção no mesmo jogo de
despedida de Gilmar dos Santos Neves. Como se veria, era o que faltava.
Lá atrás, Félix misturava saídas assustadoras com defesas espetaculares
(bem lembrado, JR!), Piazza e Everaldo eram discrição e segurança, Carlos
Alberto comandava o time com categoria e paulada quando necessário.
Paulo César (Lima), Fontana, Marco Antonio, Roberto (Miranda) e Edu
estariam em campo também para mostrar que a geração era muito mais
que aquele Onze, cujo quinteto avançado, do 7 ao 11 –Jair, Gérson,
Tostão, Pelé e Rivellino- está em todas as listas dos maiores futebolistas
do século.

Nada seria fácil como aparentam os placares, da virada sobre os
tchecoslovacos às vitórias apertadas frente ingleses e romenos, ao duelo
contra o surpreendente Peru comandado por Didi, à virada sobre o
Uruguay, até que finalmente vem o baile italiano mas só depois do
terceiro gol, aquele em que Jairzinho domina de barriga e erra o chute e a
bola vai mansa prá rede.

A Copa de 1970 terminou para mim quando Clodoaldo enfileirou 4 italianos
em sequência, driblando sem dó ou piedade pouco antes do último gol.
Hora de pegar uma bandeira verde-amarela e circular pelo bairro da
Moóca, ali pertinho do Juventus, fazendo festa como não mais haveria
até agora. O "mundo" então era um campo de futebol, e era nosso e
daqueles Onze e de todos os seus parceiros da geração 70, a última
realmente grande no futebol brasileiro. No lugar do trágico "ame-o ou
deixe-o" vindo dos porões da ditadura militar, o adesivo que faltou traria
escrito "eu vi a seleção de 1970". Parabéns e muito obrigado a você,
João Saldanha, já que o mundo é muito mais que um campo de futebol.
 
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